A Emenda Constitucional 141 garante dois dias de folga por semana e baixa a jornada máxima para 40 horas, em dois degraus e sem corte de salário. Veja o calendário e as exceções.
Explica: guia em linguagem simples, baseado em documentos primários.
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- Redação Lucidez
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Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
O Congresso promulgou em 16 de outubro a Emenda Constitucional nº 141, que acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto saiu da PEC 221/2019, aprovada pela Câmara em 27 de maio (461 votos a 19 no segundo turno) e pelo Senado em 14 de outubro (75 a 1).
O calendário
- 60 dias depois da promulgação (meados de dezembro de 2026): começam a escala 5x2, com dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite de 42 horas semanais.
- Cerca de um ano depois: a jornada máxima cai para 40 horas por semana. O Correio da Manhã aponta 16 de dezembro de 2027; outras reportagens falam em 12 a 14 meses.
- Depois da transição: no máximo 8 horas por dia e 40 por semana, em cinco dias. O que passar disso é hora extra.
As exceções
- Acordo ou convenção coletiva pode prever outro arranjo de folgas, desde que a média de dois dias de descanso por semana seja compensada dentro do mesmo mês.
- Empresas terceirizadas que prestam serviço ao poder público têm 12 meses para se adaptar, em vez de 60 dias.
- Uma lei complementar poderá criar regras de transição para MEIs, micro e pequenas empresas.
- Leis futuras podem criar outros regimes, desde que respeitem o limite de 40 horas e os dois descansos remunerados.
Quem comemorou e quem alerta
Na sessão de promulgação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que os impactos são “incalculáveis”. O presidente Lula comparou as críticas às que foram feitas contra o 13º salário nos anos 1960, quando se dizia que a medida “vai quebrar as empresas”.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que o custo da mão de obra no setor pode subir 8,66%, cerca de R$ 11,9 bilhões por ano, e que manter a mesma cobertura pode exigir cerca de 20% mais empregados. A entidade também prevê que pontos do texto, como o acúmulo de folgas no transporte rodoviário, podem acabar no STF.
Fontes e referências
Priorizamos documentos primários. Fontes jornalísticas aparecem para contexto e comparação.
- [1]Congresso promulga emenda do fim da 6x1; escala 5x2 começa em 60 diasMovimento EconômicoJornalística16 de out. de 2026acessado em 30 de out. de 2026
- [2]Congresso promulga fim da escala 6x1 com presença de Lula; nova jornada começa em dezembroCorreio da ManhãJornalística16 de out. de 2026acessado em 30 de out. de 2026
- [3]PEC 221/2019 — ficha de tramitaçãoCâmara dos DeputadosDocumento primário16 de out. de 2026acessado em 30 de out. de 2026
- [4]Fim da escala 6x1: Quais medidas as empresas de transporte devem tomar?Mundo LogísticaJornalística27 de out. de 2026acessado em 30 de out. de 2026
- [5]É falso que o governo Lula recuou sobre o fim da escala 6x1Agência LupaChecagem28 de out. de 2026acessado em 30 de out. de 2026
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